27
jun

Quanto devemos respeitar a vontade de aprendizes com desenvolvimento atípico?

É muito importante considerarmos as implicações éticas quando exigimos dos alunos com desenvolvimento atípico a executarem tarefas e atividades de acordo com a rotina planejada, como por exemplo, comer alimentos saudáveis nas refeições, limitar a permanência na televisão e tablets, praticar exercícios físicos entre outras.

A pergunta que fazemos é: Como ensinamos aos aprendizes com desenvolvimento atípico a fazerem boas escolhas?

Todas as pessoas gostam e se esforçam para fazer simples escolhas no dia a dia, tais como a assistir programas de televisão, comer um monte de chocolate, faltar do trabalho, tirar um cochilo após o almoço, entre outras. Terapeutas, pais e professoras se esforçam todos os dias para tornar seus aprendizes independentes, no entanto,  muitas vezes, se esquecem de ensinar a tomada de decisão significativa que os adultos com desenvolvimento típico fazem todos os dias.

Aqui estão algumas considerações importantes quando ensinar a tomada de decisão:

  • Considerar a preferência do aprendiz quando estiver planejando o programa de intervenção;
  • Quando o aprendiz se recusar a fazer algo solicitado, não considerar isto como um fracasso na aprendizagem , mas a expressão da preferência dele.
  • Ensinar escolhas responsáveis, descrevendo a contingência do comportamento do aprendiz. Ou seja, explicar que o comportamento dele gera consequências boas e ruins, tanto para ele, quanto para as pessoas em volta dele.
  • A rotina rígida pode ser uma limitação quando estamos ensinando a tomada de decisões, uma vez que perdemos oportunidades para ensinar esta habilidade no dia a dia.

Contudo, os aprendizes com desenvolvimento atípico têm o direito de comer e dormir o quanto quiserem. Cabe aos profissionais e aos pais ensinarem a eles como exercer a liberdade de modo responsável.