20
maio

As mães de crianças com TEA

Como o proverbio popular diz: “coração de mãe não se engana”
Muitas vezes, são as mães quem primeiro identificam que algo está errado com o filho. Notam aspectos sutis tão importantes como o filho ser muito sério, ou não sentir falta da mãe; o filho chorar muito ou ser muito quieto. Elas compartilham com a família o sentimento de dúvida em relação ao filho. Logo, recebem uma bordoada, como, “Você está louca. O seu filho é perfeito; é a personalidade dele”.
Em alguns casos, a busca pela resposta pode ser interrompida por um tempo. Afinal de contas, ela não quer procurar-pelo-em-ovo. Em outros casos, a busca continua até receber um diagnóstico.
Ao receber o diagnóstico, o sentimento pode ser ambíguo: alívio por ter conseguido uma resposta versos desespero por não conhecer qual caminho terá que ser percorrido. Elas podem passar por um, dois ou até três lutos pela morte mental do filho idealizado (https://lagartavirapupa.com.br/o-segundo-luto-do-autismo/).
Elas buscam pela causa do diagnóstico e mais uma vez são atacadas. Podem escutar de ignorantes que causaram o autismo no filho. São mães geladeiras que rejeitaram o filho em algum momento da vida. Apesar de ser uma teoria absurda, ainda hoje, desinformados continuam a falar assim sobre as mães de filhos com TEA.
Depois, vem a busca pelo melhor tratamento. Que batalha! Quanta bobagem escutam, quantos conselhos equivocados recebem e quantas promessas milagrosas são-lhe oferecidas.
No meio de tantas opções, mas nenhuma certeza, podem até não saber o que fazer, mas não podem se dar ao privilegio de decidir com calma, pois, seu filho está numa corrida contra o tempo e o tempo está passando e o cérebro do filho precisa ser muito, muito estimulado até atingir o marco de 5 anos de plasticidade… Devo continuar trabalhando, ou largar o meu emprego para cuidar do meu filho?
Em seguida, vem a busca por uma escola. Não precisa ser a escola ideal, mas apenas uma escola que não irá fechar os olhos à inclusão escolar. Que pesadelo para quem vive no Brasil. Existe a lei para garantir a inclusão. É verdade. Porém, a lei não capacita ou prepara os educadores para promover o ensino inclusivo de qualidade.
Em paralelo a todas essas etapas, está a voz que soa a todo o momento “O que será do meu filho quando eu não estiver mais aqui?”; “Quem irá defendê-lo e protegê-lo das pessoas preconceituosas?”
Sentimos muito por vocês passarem por isso. Não precisaria ser assim se a sociedade soubesse mais sobre o TEA.
De coração, desejamos a todas as mães de filhos e filhas com TEA menos dias de sofrimento, desilusão e desespero e mais dias de alegria, conquista e leveza.
Almejamos que vocês vivam um dia de cada vez e que encontrem pessoas éticas na jornada da vida.
Para mais acolhimento, vejam alguns links que sugerimos:
https://lagartavirapupa.com.br
http://projetoamplitude.org/
http://maissobretea.com.br/
http://autismo.institutopensi.org.br/
https://www.facebook.com/CasuloSaude/
https://www.equipeenvolve.com/
https://www.grupoconduzir.com.br/
https://www.equipeadaptar.com/